domingo, 1 de março de 2015

Pulei.


O suicídio é o grito mais sincero. 
Ele prova o pavor.
Reluz ódio ao amor.
Serpentinas nesse meu carnaval.  

A morte não precisa ser em vida. 
Amor, eu já morri a anos.
E você ainda não acredita?
Me siga, me ressuscita. 

Morri quando questionei as verdades.
Hoje vivo, em partes, pela utopia. 
Entre memórias e gritarias.
No verão, quase outono, 
Duas taças de uma fria sangria. 

Deixe-me partir, deixe-me sorrir.
É um grito sincero, acredita?
O azul do céu pode ser mais negro que isso.
Meus olhos mais  do que teatro.

Agora eu digo adeus. 
É o meu terceiro ou quarto pulo.
Entre ventanias e entusiasmos. 
Hoje eu vou morrer.

É difícil escolher um andar.
Se subo de escada ou elevador. 
Arremesso-me para a morte.
Uma nova vida, meu amor . 

                                                                                                                              Fábio Pinheiro.

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